Quatro nomes, Quatro Artes

Da esquerda para a direita, Leonardo Sternberg, Elvira Schuartz, Thaís Guarnieri e Pedro Sands
Da esquerda para a direita, Leonardo Sternberg, Elvira Schuartz, Thaís Guarnieri e Pedro Sands

O Espaço Zero lançou, no último dia 7, a exposição Art Ecô, com uma coleção de jóias inusitada e eclética. O lançamento foi um sucesso, e aproveitamos para dar uma palavrinha com os quatro designers criadores das peças: Elvira Schuartz, Leonardo Sternberg, Pedro Sands e Thaís Guarnieri. Confira.

Elvira Schuartz
Elvira Schuartz

Há 20 anos criando arte em vidro e cristal, Elvira Schuartz sempre inovou no campo das esculturas e dos objetos de decoração. Agora, com a coleção Art Ecô, reinventa também o design de joias. A coleção não se trata apenas de aneis, brincos e pulseiras, mas também do real valor dos vidros na joalheria. “Pedras preciosas são milenares e, queiramos ou não, são o único fator de qualidade (dispenso comentários sobre acrílicos e sintéticos) a imprimir cor às joias. Os vidros que apareceram até hoje na joalheria não passaram de imitações baratas de pedras preciosas”, afirma a artista. As peças criadas manualmente por ela vão muito além das possibilidades oferecidas pelas pedras, pois trazem recursos que só o cristal permite, misturando seu brilho inigualável a tonalidades e nuances de cores.

http://www.espacozero.com.br

Leonardo Sternberg
Leonardo Sternberg

Engenheiro de produção com especialização em administração de empresas e planejamento tributário. Esse era Leonardo Sternberg até 2007, ano em que mudou radicalmente e se tornou designer de joias. “Aconteceu por acaso: minha filha contratou uma designer para fazer as joias que usaria em seu casamento e dei uns palpites nos desenhos”, conta. A designer era ninguém menos que Solange Schnapp, com quem Leonardo fez uma exposição pouco tempo depois. “Desde então, procuro novas formas. Por exemplo, criei uma série de alianças que, quando compostas, se tornam peças totalmente diferentes”, conta o designer. Com Elvira Schuartz, começou a trabalhar em 2009. “O cristal e o vidro estão totalmente integrados às minhas joias. Eles dão um efeito de cor que não consigo com as pedras.”

Contato: leonardo@sternberg.com.br

Pedro Sands
Pedro Sands

O norte-americano Pedro Sands trabalha com sopro em vidro há mais de dez anos e tem um estúdio no Kansas. Foi por meio da namorada brasileira, a artista plástica Yasmim Flores, que conheceu o Espaço Zero e Elvira Schuartz. Atualmente em curta temporada no Brasil, expõe algumas peças de seu trabalho na exposição Art Ecô.  “Através do vidro, descobri a arte. Sinto-me como se tivesse nascido de novo”, afirma. “Faço joias, vasos e outras peças, mas tenho focado meu trabalho na abstração.”

Contato: psssands@hotmail.com

Thaís Guarnieri
Thaís Guarnieri

A jovem designer se apaixonou pela arte da filigrana em viagem à América do Sul, onde se aprofundou na técnica durante um ano e meio. Em 2009, menos de dois anos após a volta ao Brasil, foi convidada pela gemóloga Mariana Magtaz para participar da feira de design International Expositions of Sculpture Objects and Functional Art (SOFA), realizada em abril em Nova York. “Como a feira é bastante conceitual, quis fazer algo diferente. Já conhecia o trabalho da Elvira e propus a ela que criássemos esculturas que misturassem filigrana e cristal”, lembra. Foi daí que surgiu a série de “joias para não vestir” intitulada Jardim, atualmente exposta no Espaço Zero. “A exposição Art Ecô está sendo uma ótima oportunidade de mostrar essas peças no Brasil”, diz Thaís.

http://www.thaisguarnieri.com.br

*Por Ponto & Vírgula Comunicação

Sarau Zero – Março 2010

O céu ficou limpo, e a lua cheia iluminou o jardim da galeria Espaço Zero para mais um Sarau Zero na noite do dia  31 de abril.  Foi um Sarau mais do que especial: a artista plástica e poeta Elvira Schuartz, que comanda o ateliê de vidro do Espaço Zero, recebeu amigos para comemorar seu aniversário com muita poesia e música.

“Organizo o Sarau Zero desde junho de 2009 para promover a multiplicidade de manifestações culturais. Literatura, música, performances artísticas… Tudo em meio às esculturas de vidro que iluminam o Espaço Zero”, afirma Elvira. “Comemorar meu aniversário nesse ambiente, ao lado de amigos tão queridos, é uma maravilha.”

Entre os amigos estavam os poetas Carlos Felipe Moisés e Célia Godoy Cardoso de Melo, das oficinas literárias que resultaram nos livrosQu4rta-Feira – Antologia de Prosa e Verso Outra Qu4arta-Feira, do qual Elvira participa.

“Curtir literatura é um vício solitário. O sarau é um convite para trocar ideias e experiências em um clima informal”, afirma Carlos Felipe Moisés. “O mais interessante do sarau é a surpresa, a espontaneidade. Não há controle de qualidade: você pode ouvir algo muito bonito e algo muito simplório na mesma noite, e está tudo bem. Nunca se sabe o que vai rolar.”

O poeta e jornalista Paulo Ludmer, outro integrante do grupo do Qu4rta-Feira, completa: “O ambiente do Espaço Zero é singular: propaga o conhecimento e a inovação, além de formar artistas. Por isso, é muito importante para a cultura da cidade”.

Junta-se à conversa o poeta Dirceu Villa, que ressalta o diálogo entre diferentes tipos de arte promovido pelo Sarau Zero. “Uma das coisas que faltam hoje no Brasil é uma maior comunicação entre as artes. E a forma como Elvira faz isso é sensacional”, comenta, ao que Carlos Felipe Moisés acrescenta: “No século 20, o diálogo da poesia e da literatura com as artes plásticas é mais forte do que com a música. Mas isso é papo de sarau…”

E o “papo de sarau” segue noite adentro, acompanhado de leituras especiais dedicadas à aniversariante e da apresentação dos músicos Daniella Alcarpe, Daniel Cukier e Zezinho da Guitarra.

Em abril tem mais. Para participar, envie um e-mail para cultural@espacozero.com.br.

GALERIA DE FOTOS

Sarau 26 de Janeiro de 2010

Zezinho da Guitarra

Contamos com o talento de Zezinho da Guitarra.

Cantou de ‘Papel Machê’  à ‘Menino da Porteira’ passando  por Djavan, Raul Seixas, e até Roberto Carlos!

Elvira

Elvira abriu a poesia com o poema ‘Sampa’ , uma homenagem aos 456 anos de São Paulo!

Também recitou os poemas ” Canção do Mato” ,  “Azulão e Tico – Tico” e  “E agora Maria?”

Maurício

Mauricio recitou : ‘Ai que medo de Amar”, “Marinheiro João”, ” Tempos de Guerra” , o tradicional Vinícios e até arriscou com um poeta da Guatemala!

Daniella e Daniel

Mais uma vez o talento de Daniella Alcarpe

  • daniella.alcarpe.com.br – músicas disponíveis no site
  • daniella@alcarpe.com.br

Dani com Vestidim:

Dueto de Dani e Zezinho da Guitarra:

Galeria de Fotos